Desde Kyoto 1997, todas as instituições sob guarda-chuva da ONU repetem o mesmo erro conceitual: tratar CO₂ como externalidade ambiental passível de compensação pontual via MDL.
Nenhuma responde: se o carbono fóssil é cumulativo e irreversível na atmosfera em escala humana, como um crédito de 30 anos, adicional e não permanente, pode “neutralizar” uma molécula que ficará 1000 anos?
Pergunta enviada formalmente a UNFCCC, Banco Mundial, Verra, Gold Standard entre 2022-2025. Zero resposta técnica. Apenas silêncio administrativo. O silêncio é a prova.
O MFNC denuncia: o mercado de carbono atual é contabilidade criativa. Ele não segura temperatura. Ele segura narrativa. E a conta térmica continua.